Encontros e desencontros

Certamente já tivemos muitos encontros e desencontros em nossas vidas, portanto, este título pode ser mais um clichê, mas a história que se segue, é simplesmente a história de um encontro entre irmãos, de um reencontro para um pai, e de um desencontro no passado já distante, em tempo e em lugar.

Ambos nascemos em Berlim, porém, nossos destinos nos levaram a lugares distintos. Fomos em momentos diferentes, para as Américas. Ele, para a do Norte, e eu, para a do Sul. Crescemos, tivemos irmãos, casamos, descasamos e hoje nos encontramos.

Na realidade, nosso encontro já havia ocorrido por emails trocados no ano passado, e depois, em algumas videoconferências. Porém, fiquei feliz mesmo em encontrá-lo pessoalmente, e saber que contribui, após tantos anos de procura, para que encontrasse seu pai, e que ao mesmo tempo, é meu pai.

Meu meio irmão mais velho. Até agora eu era o mais velho!

Naquela tarde de final de verão, no aeroporto de São Paulo, emocionados, tivemos nosso encontro de família. Com seus quase 80 anos, nosso pai já não reagiu mais da mesma maneira que eu o via reagir há alguns anos. Sua reação lenta e gradual, emocionada. Com a voz embargada e lenta, esforçando-se para falar em inglês, me emocionou também.

Mais adiante, já em casa, o encontro ou reencontro, fazia do apartamento de meus pais uma “torre de Babel”. Os idiomas se misturavam em uma ansiedade e uma disposição por nos fazer entender e compreender uns aos outros. Esta diversidade de idiomas é divertida.

A vida nos traz surpresas, venturas e desventuras. Somos o resultado de nossas decisões e atos. É verdadeiramente incrível como algumas coisas que fazemos, desenvolvem-se ao longo dos anos de uma forma que sequer imaginamos. Sem julgar ou criticar, apenas constato que, aquilo que ocorreu no passado, nos proporcionara um novo momento agora.

Um encontro entre irmãos. Para meu pai, um reencontro. No passado, ficaram os desencontros. Caminhos que se cruzaram e se descruzaram. Pessoas, amores, maridos, esposas, gente com a qual vivemos ou convivemos, que encontramos ao longo do caminho, e que agora nos são distantes. Os desencontros da vida, são mais comuns do que pensamos.

Lembro me de um trecho de Vinícius de Moraes, (…) A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida. (…) No desencontro do passado, ele encontrou uma porta para o encontro presente.

Tive a grata oportunidade de estar com meu novo e mais velho irmão por alguns dias. Viajamos juntos por alguns lugares próximos. Falamos de muitas coisas, juntamos alguns pedaços do quebra-cabeças que a história dele, a minha e a de nossos pais possui.

Foram poucos dias. Pouco, para quem passou tanto tempo sem se conhecer. Aprendemos um com o outro, compartilhando nossas horas juntos, nossas refeições, carinhosamente servidas e preparadas, músicas que gostamos, ideias e concepções de vida e de mundo. Fizemos planos, compartilhamos nossos sonhos e, sinto-me feliz por cada minuto que estivemos juntos.

Com meu irmão mais velho, aprendi mais algumas coisas importantes sobre a vida. Às vezes, estas surpresas nos fazem pensar, refletir sobre cada passo, sobre cada decisão que tomamos.

Nos despedimos no final de uma tarde de feriado, sem dizer muitas coisas. As despedidas agora, são mais dolorosas por não estarmos tão próximos geograficamente, ainda que toda tecnologia nos aproxime e nos conecte. Hoje ele se despede de meu pai e amanhã estará novamente em sua casa, em uma floresta da Virginia.

Não sei quando nos encontraremos novamente. Sei apenas, que este encontro foi uma das coisas mais importantes de minha vida e isso é o que importa.

Obrigado meu irmão, por esta oportunidade.

Até breve.

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A memória e o esquecimento: o que temos para contar?

Uma das virtudes que possuímos é a capacidade de esquecer. Imagine se nosso consciente mantivesse tudo que vimos, fizemos, lemos, disponível de forma imediata?

Viveríamos a permanente acessibilidade de tudo, tal qual um computador em perfeito funcionamento. Estaríamos presos a um presente eterno de memória imediata.

A capacidade de esquecer e lembrar é importante para que possamos pensar no passado, para exercitar o esforço da lembrança, para perdoar, para definitivamente deixar ao largo o que merece ser esquecido ao longo dos anos.

Esquecer-se, também é de certa forma, perdoar-se. Não que tudo deva ser esquecido, mas tampouco tudo precisa ser permanentemente lembrado.

O equilíbrio entre a recordação e o esquecimento é uma das coisas que nos faz amadurecer, nos faz ver o mundo de outra forma, constituir relacionamentos baseados em valores ao invés de cobranças, a sermos diplomáticos ao invés de juízes sem toga.

Recentemente estive em um hospital e ouvi uma história inusitada. Estava ali, na unidade de tratamento intensivo, um casal, pessoas idosas e ambos acometidos pelo implacável mal de Alzheimer. A doença do esquecimento. Cada qual desconhecia a presença do outro no leito ao lado.

Uma grande e infeliz coincidência. Uma obra do acaso. Cada qual deitado em seu leito, cercado de fios e tubos, de aparelhos e controles para manter o metabolismo em funcionamento.

Esta cena, apenas descrita por quem a viu, me fez lembrar dias depois, do filme argentino, O filho da noiva. Uma comovente história de amor, de carinho e de comprometimento. Assisti ao filme novamente para provocar e alimentar meus pensamentos.

Para o casal do hospital, talvez seja melhor assim, sem assistir ao sofrimento do cônjuge. Cada um com sua história, com seus dias de alegria e de tristeza, com filhos e talvez netos a esperar na sala de visitas. Eles me fizeram refletir mais um pouco sobre o que verdadeiramente somos e o que fazemos no dia a dia, para que a memória seja exercitada, para que haja lembranças, recordações, algo para servir de herança não material.

Nossa incrível capacidade de lembrar, de sentir nossa a história com os olhos do presente é algo que precisamos cultivar. Hoje vivemos tempos e rotinas que nos fazem esquecer muito rápido do que verdadeiramente é essencial. Esquecemos de quem somos, de onde viemos, das amizades, dos valores, de tantas coisas…

Sempre gostei de ouvir as histórias contadas por minha mãe. Suas aventuras cotidianas na Alemanha do final da guerra, de sua fuga para o ocidente, da construção de uma vida nova no Brasil. As histórias do meu pai também são cheias de emoção, suas brincadeiras de infância nas várias cidades onde morou, seus passos na política, os momentos históricos que presenciou.
São pessoas com histórias para contar. Sempre gostei de sentar ao sofá em uma tarde de final de semana, acompanhado por uma xícara de chá ou café e ouvir estas histórias.
Histórias que desejo ver escritas para serem perpetuadas. Presenteei minha mãe com um livro em branco para que fossem registradas as suas memórias.

É simplesmente gratificante vê-los se lembrar, resgatar, reproduzir com prazer, com orgulho ou até mesmo com tristeza algumas de suas passagens. São suas histórias e eles sempre tem algo para contar.

A sociedade do esquecimento é aquela que não se lembra do que já foi. Seus museus são virtuais, suas histórias são passageiras, seus sujeitos se perdem na multidão, no consumo, no esquecimento. Nossa sociedade vive para o presente e se lança para um futuro cada vez mais mediado pela tecnologia, pela rapidez na entrega, pelo brilho dos produtos, pelos prazeres do instante, pela fama rápida, pela fortuna financeira em poucos anos. O indivíduo tende a perder-se neste presente contínuo e a ficar sem histórias para contar.

Mas, voltando ao casal de velhinhos no hospital, não sei que fim levou. Senti, em não poder ajudá-los. Penso naquelas memórias, apagando-se, perdendo-se por conta da enfermidade ainda sem cura. Uma sina inexorável. O que eles deixaram para ser lembrado, uma vez que se esqueceram de tudo? Talvez, ainda que anonimamente, fique para eles, esta crônica como registro.

Mas antes que nos esqueçamos, eu pergunto: o que temos para contar?

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Onde dormem os pássaros?

Quando criança, intrigava-me o fato de chegar a noite, não ver e não saber onde dormiam os pássaros. Uma bobagem, poderíamos dizer, à medida em que ficamos adultos. Entretanto, num destes dias de janeiro com muito calor e chuva, acordei durante a noite. Em meio ao silêncio, ouvi de repente o pio de um pássaro. Poderia ser uma coruja ou outro pássaro de hábitos noturnos, não sei. O fato é que a pergunta surgiu novamente e me lembrei dos tempos de criança. Onde dormem os pássaros?

Lembrei-me do Albatroz  –  um poema maravilhoso de Baudelaire,  de Fernão Capelo Gaivota, que li e reli algumas vezes, da pomba de Picasso, dos pelicanos em Paracas no Peru, de muitos outros pássaros que vi e conheci ao longo dos anos. Passei a me lembrar daqueles que, a exemplo dos pássaros, voam e retornam ao chão, mergulham e voltam ao ar. Cantam, piam, ou simplesmente passeiam pelo ar e pela vida. Pessoas que ao longo dos anos, cruzaram meus caminhos e já se foram. Deixaram sua beleza, uma saudade agradável, seu encanto, suas lições, suas marcas. Pessoas, que se puderem e quiserem, voltarão um dia, pois suas vidas e ventos as levaram para outros horizontes. Algumas não voltam mais, estão em outra dimensão, qualquer que seja ela.

Pensei na vida, em como anda agitada. Na pressa do trânsito, no estresse do trabalho, nas loucuras dos outros, por que só os outros tem loucura, eu não. Pensei no dinheiro que ganhei e gastei. Pensei no que perdi e esqueci, no que plantei e no que colhi, nos sonhos que realizei, nos que quero realizar. Aos poucos fui pensando nos compromissos, nas contas para pagar, nas coisas para fazer.

Era tanta coisa que desisti de pensar. Eu queria e voltei a recordar as brincadeiras de infância, as árvores em que subi, os túneis que entrei, os mares e rios em que nadei, o futebol nas tardes depois da aula, os castelos de areia construídos à beira do mar, a primeira vez que vi a neve, de quando aprendi a ler e mostrei aos meus pais com uma tampinha de refrigerante Crush. Lembrei-me de tantas coisas gostosas que merecem ser lembradas.

Lembrei também que um dia, no meio da noite, andei pela mata e vi, ali no alto das árvores, em meio as folhas, o lugar onde os pássaros dormiam.

Às vezes, as perguntas de criança servem para recordar.

Virei de lado e dormi feliz.

Dormi como os pássaros, no meu andar no alto de um prédio, esperando o dia clarear e voltar a pensar.

No caso deles, voar.

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Às vezes não precisamos de pernas para andar…

Já faz algum tempo que minha perna quebrou. Foi em um final de semana, onde não fiz grandes esforços, em um daqueles momentos de conjunção de forças, ângulos e pontos de resistência, em que dois ossos se quebraram e senti a maior dor física que já havia me acometido.

Depois disso, foram as cirurgias para limpeza e a de colocação das placas, a fisioterapia e uns dias em casa. Ainda não estou andando normalmente. Duas muletas me acompanharão por mais algum tempo, até que o médico lhes dê a carta de alforria e eu possa andar normalmente. Tudo passou muito rápido. Parece que foi ontem que tudo aconteceu.

Enquanto estive em casa, primeiro procurei me acostumar com o fato de ter quebrado a perna. Não é algo que imaginava acontecer comigo e foram necessários alguns dias para que eu pudesse aceitar esta realidade. Depois, vieram os momentos de reflexão, a pergunta que não deixava de vir à mente: porquê isto aconteceu comigo?

Decidi me satisfazer com a conclusão de que algo em meu universo não estava em ordem. Descobrir o que  verdadeiramente não estava equilibrado foi uma das tarefas que me propus dali em diante. Entretanto, após vinte dias em casa, já não conseguia mais olhar para as paredes, ler emails e assistir a uns poucos programas de televisão que me atraiam. Concentrar-me e refletir, era difícil também. Decidi, com anuência do médico, que voltaria a trabalhar, mesmo com muletas ou cadeira de rodas.

Do primeiro dia em diante, não me lembro de quantas vezes respondi a pergunta: O que aconteceu com você? Além da curiosidade, percebi que algumas pessoas não imaginavam que algo assim poderia acontecer comigo. Algumas chegavam a expressar isso com surpresa: Nossa, você?

O retorno ao mundo me fez bem. Sinto que foi um passo importante em meu processo de recuperação, e ao mesmo tempo, de busca pela resposta à pergunta que me fiz.

Ao longo deste período, percebi uma solidariedade natural daqueles com quem convivo, seja em casa ou no trabalho, parentes ou amigos, próximos ou distantes. Me ajudaram a fazer coisas que facilitaram a vida e o trabalho nestas condições. A todas estas pessoas, sou grato de coração.

Assim também, sou grato às pessoas das quais, algumas vezes eu sequer sabia o nome, e que se dispunham a ajudar quando necessário, que não demonstravam qualquer indignação ou sinal de incômodo por fazer algo por alguém que requeria ajuda. Aprendi que pequenos atos, se somados fazem a diferença. Parafraseando o poeta japonês Ryonosuke Satoro, sozinhos são gotas, juntos, um oceano.  Estes gestos foram muito importantes. A todos, muito obrigado.

Encontrei pessoas com problemas muito maiores que os meus. Percebi efetivamente que uma perna quebrada se “conserta” e outras tantas coisas na vida não são assim tão simples de se resolver. Percebi o valor da mobilidade, da incrível capacidade que nossa natureza nos proporciona e que requer cuidados. Percebi que somos mais frágeis do que parecemos ser. Passei a perceber aqueles que me perguntavam com vontade sincera de ouvir e aqueles que o faziam por educação ou obrigação protocolar. Percebi que uma vaga de estacionamento para deficientes em muitos lugares é tão importante quanto a vaga para um idoso. Percebi mãos amigas, palavras de conforto e estímulo. Percebi que ao longo destes dias, e já se vão quase três meses, eu continuei a pensar, a escrever, a trabalhar e mesmo com a restrição que a perna me impunha, eu buscava o equilíbrio, sob os dois aspectos, todos os dias. Às vezes com sucesso, às vezes não.

Posso dizer que passei por uma situação difícil, entretanto, não deixei de me levantar um dia sequer, não desisti. Descobri ao longo destes dias, muitas pessoas que também não desistiram, como o motorista do shopping center que ontem a noite me contou sua história de recuperação.  Aprendi com uma pessoa maravilhosa, que dizer sim a vida é uma opção.

O que importa desta jornada é o que estou aprendendo com ela. O que aprendi com as pessoas, o que passei a perceber com mais facilidade, o que aprimorei em minhas habilidades e competências, o prazer que obtive ao estar mais sentado do que em pé, ao ler mais, escrever mais, dentre muitas outras coisas que esta condição me proporcionou.

Ao longo destes três meses, percebi um pouco mais da vida. A vida como ela de fato é, com pessoas dispostas a ajudar e pessoas amargas a se esconder, a vida com sol e com chuva, com palavras de estímulo e o silêncio da indiferença, com sucessos e insucessos, com esperança e desesperança, com desistência e superação.

Enfim, percebi um pouco mais da vida. Às vezes não precisamos de pernas para andar. Eis a resposta.

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2011

O vídeo Zeitgeist 2010 do Google faz uma interessante retrospectiva do ano 2010 e vale a pena assistir. Com uma abordagem criativa, apenas um pouco americano demais para uma empresa globalizada, o vídeo também é uma convite para nos fazer pensar sobre o que desejamos para 2011.

O passado é o que foi, o presente é onde nos encontramos e determinamos os caminhos para o futuro, este desconhecido.

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Mensagem de Natal e ano novo

Olá,

Lá se vai mais um ano. Passou rápido.  Ontem era janeiro, hoje dezembro. Ontem dizíamos “este ano”, hoje dizemos “o ano que vem”. A percepção do tempo é cada vez menor como já escreví na mensagem do penúltimo Natal. Como humanos, pensamos sempre nas necessidades futuras, não apenas no aqui e agora, assim, cada vez mais o futuro se distancia e corremos ainda mais para alcançá-lo.
Fizemos o que planejamos? Planejamos o que fizemos?

Os últimos meses me proporcionaram a oportunidade para refletir um pouco mais sobre o que é verdadeiramente importante em nossas vidas. Certamente cada um de nós tem a sua opinião a respeito, os livros de auto-ajuda contribuem para isso, além de muitas outras formas de crença que povoam o nosso convívio.

Uma das coisas que tem me ocupado meus pensamentos cada vez mais é o que fazemos verdadeiramente para ter um mundo um pouco melhor para nossos filhos, netos e para nós mesmos, afinal de contas, ainda viveremos muito tempo.

Não falo aqui de decisões meramente administrativas, do tipo: “ mandei fazer” ou “fiz” quando na verdade outros fizeram e você só pousou na foto cerimonial. Estas ações mais gerenciais ou corporativas são importantes, mas não nos eximem de agir como pessoas, de desvestir o uniforme do “homus empresarialis” e colocar, mesmo que um pouqinho, a mão na massa.

Isso também não significa dar uma esmola ou comprar um presente para alguma criança pobre da periferia. Fazer algo para um mundo um pouco melhor, é um gesto de comprometimento, não de simples apoio. É participar e não dar somente as ordens. É incorporar isso como um valor pessoal, antes de ser um valor pendurado na parede de seu escritório ou algo para ser dito e fazer bonito em uma roda de amigos.

A criatividade é sua, não escrevi para dar receitas, pois quem sou eu para tê-las e ditá-las? Quero apenas provocar sua reflexão, neste momento de maior calor humano em que comemoramos o Natal e a passagem de ano.

Como os anos se passam e o que fica é história, o que vem pode ser sempre diferente. Para viver o futuro, isto é, o que temos de vida pela frente, trago aqui, na sabedoria de uma grande poetisa brasileira, uma sugestão em forma de poesia:

Saber Viver  – Cora Coralina

Não sei… Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura…
Enquanto durar…

A todos, um grande abraço, o desejo de um feliz Natal e um excelente ano novo.

Link para quem quiser ler a Mensagem de Natal de 2007

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Alguns vídeos interessantes: Motivação e uma perspectiva sobre o Tempo

Olá, passei algum tempo distante novamente, mas aproveitei para refletir sobre muitas coisas e para me cuidar após um acidente onde quebrei minha perna. Existem coisas que acontecem e para as quais não temos respostas. Precisamos saber lidar com elas da melhor maneira possível e ao longo dos últimos vinte e poucos dias, passei as minhas horas pensando, lendo, fazendo fisioterapia e pesquisando algumas coisas interessantes na Internet.

Encontrei dois vídeos no Youtube que recomendo assistir. Estão em inglês, mas trazem uma aula muito interessante sobre motivação e sobre nossa perspectiva sobre o tempo. Aliás, sobre o tempo eu tive oportunidade de refletir e ler um pouco ao longo destes dias e o vídeo serve para pensar bastante sobre o que queremos, falamos e de fato fazemos com nossas vidas.

Divirtam-se e até breve.

Marco Aurélio

RSA Animate – Drive: The surprising truth about what motivates us

RSA Animate – The Secret Powers of Time

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Tempo de eleições, tempo de reflexão

Eu não pretendia escrever sobre política aqui no blog, mas falar de motivação, de ação e gestão e não falar de política, é simplesmente deixar de lado um de nossos principais papéis, talvez o primeiro que ganhamos quando atingimos a maioridade, o de cidadãos. Ser cidadão significa tomar uma atitude consciente, mesmo que seja a de não fazer nada, o que já é em si uma atitude. Como gestor, não há como se eximir de uma posição política. Uma outra questão é a opção partidária, e aí reside a beleza e o horror da política.

Mas por que estou escrevendo sobre isso? Na realidade meu caro leitor, é por que você, assim como eu e todos os brasileiros, precisamos elevar o nível do debate político, da crítica e do ato de fazer política.

Este final de semana ouvi algumas músicas que questionavam o status quo brasileiro na época da ditadura militar. Como foram inteligentes nossos artistas. A censura os obrigou a buscar formas e meios para fazer a crítica, para mostrar o que não podia ser mostrado. Só para ficar em alguns nomes, Geraldo Vandré, Chico Buarque, Caetano, Henfil, Taiguara… a lista é grande, mas sempre houve uma legião de cidadãos anônimos que soube fazer a crítica nas rodas de bar, nos almoços de domingo, nas salas de aula, no cotidiano da vida. Todos que se manifestavam sabiam do perigo que corriam, alguns pagaram com a vida o preço de suas opiniões.  Eu mesmo fui vítima de censura aos dez anos de idade! Em 1975, quando levei para escola um mapa do Brasil pintado de vermelho, a professora cheia de zelo me mandou refazer o trabalho, pois “dava uma impressão de comunismo” dizia ela. Em casa naquele dia, contei a história para meu pai, que sorriu e simplesmente disse: “pinte o mapa de verde amarelo e mais tarde você vai entender isso”. Entendi o significado daquela atitude alguns anos depois, mas o fato me marcou profundamente. Classifiquei o gesto como um ato de censura, do qual extraí muitas lições para minha vida e para meu posicionamento político.

Estou lendo artigos de revistas e emails que abarrotam minha caixa postal com uma crítica avassaladora a um dos candidatos do processo eleitoral em curso. Coisas normais da democracia, diriam alguns. Entretanto, democracia exige sensatez e respeito a opinião alheia. A qualidade da crítica, da argumentação e mesmo o preconceito e a ignorância a respeito do que está em questão, me fazem crer que muitos dos que falam, escrevem e esbravejam por aí não aprenderam nada sobre democracia. Podem ter lido muito. A maioria inclusive, se auto intitula democrata, mas seus argumentos são tão grosseiros quanto os da censura da ditadura militar, que fez editores de jornais trocar matérias de cunho crítico censuradas por receitas de cozinha nas páginas dos jornais. Aquela crítica elaborada que aprendemos dos tempos de oposição à ditadura já não existe mais.

Vivemos a sociedade do espetáculo, onde boatos viram notícias internacionais, onde a mídia assume o papel de mensageira da verdade e a verdade é o que alguns querem que seja visto, lido e compreendido.

O mais interessante, e convido o leitor a este exercício, é pegar as revistas de maior circulação nacional e ler o que elas dizem a respeito dos candidatos. Durante a semana, procure conversar com as pessoas que lêem estas mesmas revistas e observe a argumentação. Opinião pasteurizada, igual àquelas das revistas. Isto para falar dos que tem uma argumentação minimamente estruturada, pois há aqueles que parecem trogloditas falando de coisas que ouviram dizer e boatos que não possuem qualquer fundamento. Há ainda, os que fazem o terrorismo político em uma atitude desesperada e disparam emails em correntes por aí, como se fosse a última palavra da verdade, a sua verdade. Para estes, não há o que dizer, pois pedras e balas não são argumentos, que o digam os que nos tempos da ditadura, pegaram em armas para derrotar os militares. Na democracia existe a sua verdade, a minha e a nossa. Precisamos aceitar isso. Podemos nos indignar com os fatos que aos nossos olhos parecem verdades, mas devemos nos aprofundar e avaliar para opinar, caso contrário apenas reproduziremos aquilo que outros nos dizem que é a verdade.

Aprendi que devemos lutar contra qualquer tipo de ditadura, de direita, de esquerda ou de centro, religiosa ou laica. Aprendi que por pior que sejam os governantes, somos nós quem os elegemos, somos nós que os aceitamos, mas sobretudo, aprendi que eles representam uma parte de nossa sociedade, de nossos valores e nossas atitudes.

Não sou a favor do vale tudo de qualquer que seja o partido, coligação ou candidato, assim como, da troca de votos por comida, dentaduras ou um posto de saúde no bairro. Sou a favor de propostas que de fato promovam os valores que acredito, que construam o que precisa ser construído, que apontem para um futuro sem demagogia e com seriedade. Se você é contra ou a favor de um candidato, eleve o nível, argumente com fatos, suposições não levam a nada. Quem tem a ganhar é você e quem está te ouvindo. Ganha nosso país que desenvolve o espírito democrático, nossos filhos que aprendem que fazer política é algo que não esta associado a ocupar um cargo público eletivo ou não, aprendem que fazer política não é sinônimo de ser corrupto ou criminoso. Fazer política não é repetir sem pensar o que outros nos dizem, só por que estava escrito na revista A ou B. Fazer política é agir como cidadão, debatendo e aprendendo a fazer um dia a dia melhor onde quer que você atue, não apenas na época das eleições.

Assim mesmo, aproveito este tempo e deixo aqui o convite para uma boa reflexão, discussão e opção.

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Trechos do diário de Machu Picchu

Este blog tem como objetivo tratar de motivação e reflexões não somente para o mundo corporativo, e como a viagem recente para Machu Picchu foi muito valiosa, resolvi extrair alguns trechos do diário para compartilhar com você leitor.

São reflexões, registros e sentimentos provocados, por pessoas, lugares, fatos e tudo o que pudesse me tocar de alguma forma.

(…)Passamos há pouco por um vilarejo chamado Rio Grande. Leio em uma placa “Locutorio publico”. É o local onde se fazem ligações telefônicas e Cybercafés. O chavão da era da globalização vale aqui. Vivemos da comunicação e na comunicação. Torres de telefonia celular despontam no horizonte e desfazem a naturalidade das paisagens. Celulares nas mãos de todos, sejam jovens, adultos ou idosos. Não há distinção de cor ou raça. Todos se comunicam. Nos hotéis, aeroportos, estações de trem e de ônibus, redes wireless proporcionam o ambiente “on-line” permanentemente. Nossos hábitos mudaram. Somos seres inter-conectados, independentemente de quem quer sejam nossos contatos, familiares, amigos, colegas de trabalho.

Esta necessidade de disponibilidade do contato tomou conta de nossas vidas. Precisamos refletir sobre isso. Consegui deixar meu celular praticamente desligado durante a viagem. Foi um alívio. Eu verdadeiramente não queria o contato externo. Não queria ver meus emails de serviço. Queria o meu, o nosso momento durante a viagem.  Mas sei que no dia a dia não somos assim. Se não temos como ligar, nos preocupamos. Se não temos como ser acessados, nos incomodamos.  Se não há acesso a Internet lamentamos e buscamos uma alternativa. Já se perguntou a razão disso?

Não sabemos mais esperar. A vontade, o desejo pelo estar “on-line” seja na net ou pelo celular é puro reflexo de nossa incapacidade de compreender que viver é estar aqui e agora e aproveitar o momento e não o que está por vir. Esperamos pelo que não existe, pela ligação que pode ocorrer, pelo e-mail que pode chegar. Excluídas as situações de emergência, não sabemos mais esperar. Tudo precisa ser agora ou estar à disposição do agora. Assim, sem freio, o desejo passa a ser ditatorial e não nos apercebemos disso.  Tornamo-nos escravos de nossas vontades sem limites e substituímos nossas insatisfações no consumo, seja de produtos não necessários, do álcool, das drogas, do jogo, de pessoas… ou pelo trabalho desenfreado, pelo radicalismo de alguns esportes que liberam endorfina e adrenalina em doses cavalares nas nossas veias.

Percebo que esta acessibilidade permanente a que nos submetemos por conta de nossas profissões e responsabilidades, reproduz esta lógica. Não há mais hora para se ligar, afora as emergências. O dia, na lógica do trabalho para muitos, não tem mais horas a serem contadas ou respeitadas e sim objetivos, metas, problemas à espera de serem cumpridos ou solucionados.

Esta viagem, embora tenha sua programação, me faz pensar justamente no tempo que temos e damos para nós mesmos. O quanto dedicamos verdadeiramente, não apenas ao físico, mas àquilo que nos alimenta a “alma”.  Proporcionar a si mesmo, o tempo do distanciamento, da reflexão, do sorver aquilo que sabemos que é bom e da compreensão e entendimento do que não é bom, é nosso desafio para o presente.

Amanhã voaremos sobre as Linhas de Nasca. Deve ser algo incrível. Lí sobre elas quando tinha meus dezesseis anos, nas páginas do livro Eram os deuses astronautas? de Erich von Däniken. Agora terei a oportunidade de vê-las. Esta visão mística ou seja lá o que for de pensar que os deuses eram astronautas me fez crer por algum tempo na existência de extraterrestres. Mergulhei nas revistas e livros de Ufologia nesta época e com o passar do tempo aquela abstração foi deixada de lado. Ficaram as perguntas: Como, quando, por quê um povo dedicaria seu tempo e o trabalho a fazer aqueles desenhos na areia do deserto. Certamente é um mistério intrigante. Não estou buscando respostas, apenas a contemplação. Sei que esta viagem tem muito disso, contemplar, admirar.

Foi com esta determinação que embarcamos no avião na manhã seguinte, sem a intenção de tirar fotos, apenas admirar aquelas maravilhas. (…)

Em algum lugar entre Lima e Nasca/Peru 06 de julho de 2010

Astronauta

Condor

(fotos anônimas)

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Depois de quase um ano distante e o artigo de uma amiga

Olá leitor,

por um tempo deixei o Blog parado. Foram outras prioridades. Tudo na vida está relacionado a prioridades e oportunidades. Eu optei por algumas prioridades.

Escrevo este post após uma emocionante viagem para Machu Picchu. Foi uma excelente oportunidade para refletir sobre muitas coisas importantes do ponto de vista pessoal, de carreira, de temas que gostaria de compartilhar com você, que se dispõem a  ler este Blog pacientemente.

Assim sendo, retomo o exercício da escrita. Hoje são apenas estas linhas, mas uma amiga me pediu para publicar um artigo dela aqui, então aí vai.

Uma boa leitura e um grande abraço para todos.

Marco Aurélio

Cansou de Reclamar?

Ficou insatisfeito, foi mal atendido, se sentiu lesado? Bote a boca no trombone! Mas e se acontece o contrário? Você recebe um atendimento “de primeira”, a sua troca acontece em menos de 24 horas, e o pós-vendas é surpreendentemente bem feito. O que você faz? ELOGIE!

Pessoas e empresas vivem na defensiva, só esperando o momento de responder as reclamações e se surpreendem quando recebem elogios. Muitas vezes é só o que elas precisam para começar ou continuar um trabalho bem feito.

Pensando nisso, foi criado o portal WWW.ELOGIEAKI.COM.BR, um canal que valoriza empresas inteligentes e parceiras e que acreditam em  seus funcionários e clientes. Com um ano de vida, o portal já conta com mais de 16 mil acessos mensais e milhares de seguidores nas redes sociais, como Orkut, Facebook, Linkedin  e Twitter, além de prestar serviços sociais e ser o único portal  a publicar somente notícias positivas.

São números muito significativos, levando em consideração que vivemos num mundo no qual as pessoas alimentam mais o hábito de reclamar e raramente o de elogiar.

O ElogieAki lançou recentemente uma ação para as empresas que já é um sucesso. É a inclusão dos elogios recebidos pelas empresas através dos seus próprios SACs no ElogieAki.

O processo é muito simples, a empresa envia os elogios que recebeu dos clientes, o ElogieAki envia um email para o cliente confirmando o elogio e solicitando autorização para publicação. Isto é importante para motivar os clientes que estejam satisfeitos e para outros consumidores terem também referências positivas.

É isso aí!

Faça parte do time as pessoas que assim como nós do ElogieAki acreditam nas notícias positivas, no poder do elogio e do reconhecimento.

Ana Fontes*- Diretora do ElogieAki

*Publicitária e Jornalista, Pós graduada em Marketing ESPM e Relações Internacionais com mais de 20 anos de experiência na área de Marketing.

Ana Fontes / Diretoraemail: ana.fontes@elogieaki.com.brTel. 2619-9190 e Cel. 8426-8009http://www.linkedin.com/in/anafonteselogieaki

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